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O Legado de FHC

Artigo de Emir Sader, que na minha opinião, é o melhor resumo da ópera, do que foi (e é) o ex-presidente Fernado Henrique Cardoso.

Essa tem que entrar para a a posteridade.

Os reconhecimentos a FHC

Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.

Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.

Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.

Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava.

O reconhecimento por ter dito que “A globalização é o novo Renascimento da humanidade”, embasbacado, deslumbrado com o neoliberalismo.

O reconhecimento por ter quebrado o país por três vezes, elevado a taxa de juros a 48%, assinado cartas de intenção com o FMI, que consolidaram a subordinação do Brasil ao capital financeiro internacional.

O reconhecimento dos EUA por ter feito o Brasil ser completado subordinado às políticas de Washington, por ter preparado o caminho para a Alca, para o grande Tratado de Livre Comércio, que queria reduzir o continente a um imenso shopping Center.

O reconhecimento a FHC por ter promovido a mais prolongada recessão que o Brasil enfrentou.

O reconhecimento a FHC por ter desmontado o Estado brasileiro, tanto quanto ele pôde. Privatizou tudo o que pôde. Entregou para os grandes capitais privados a Vale do Rio Doce e outros grandes patrimônios do povo brasileiro. Por isso ele é adorado pelas elites antinacionais, por isso montaram uma fundação para ele exercer seu narcisismo, nos jardins de São Paulo, chiquérrimo, com o dinheiro que puderam ganhar das negociatas propiciadas pelo governo FHC.

FHC será sempre reconhecido pelo povo brasileiro, que tem nele a melhor expressão do anti-Brasil, de tudo o que o povo detesta, ele serve para que se tome consciência clara do que o povo não quer, do que o Brasil não deve ser.

lat

“Life is very short, and there’s no time,

For fussing and fighting, my friend,

I have always though that it’s a crime,

So I will ask you once again.”

We can Work it Out – The Beatles

Foco

monk-at-workwl

Esquecimento útil

No ragionam di lor, ma guarda e passa.”

 

Dante, referindo-se aos condenados tão medíocres, que nem o inferno se dignava recebê-los. Tradução: “Mais deles não falemos: olha e passa”.

 

Via Óleo do Diabo

Canoas…

A Coisa tá Feia – Tião Carreiro e Pardinho


Burro que fugiu do laço ta de baixo da roseta
Quem fugiu de canivete foi topar com baioneta
Já está no cabo da enxada quem pegava na caneta
Quem tinha mãozinha fina foi parar na picareta
Já tem doutor na pedreira dando duro na marreta
A coisa tá feia, a coisa ta preta…
Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

Criança na mamadeira, já ta fazendo careta
Até o leite das crianças virou droga na chupeta
Já está pagando o pato, até filho de proveta
Mundo velho é uma bomba, girando neste planeta
Qualquer dia a bomba estoura é só relar na espoleta
A coisa tá feia, a coisa ta preta…
Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

Quem dava caixinha alta, já esta cortando a gorjeta
Já não ganha mais esmola nem quem anda de muleta
Faz mudança na carroça quem fazia na carreta
Colírio de dedo-duro é pimenta malagueta
Sopa de caco de vidro é banquete de cagueta
A coisa tá feia, a coisa ta preta…
Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

Quem foi o rei do baralho virou trouxa na roleta
Gavião que pegava cobra, já foge de borboleta
Se o Picasso fosse vivo ia pintar tabuleta
Bezerrada de gravata que se cuide não se meta
Quem mamava no governo agora secou a teta
A coisa tá feia, a coisa ta preta…
Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

Quesito

O que esta pessoa pode me dar?

P.S.: Canditado a mote do século 21. O autor pediu sigilo.

Trave

Comentário furtivo, em uma festa junina, no sábado a tarde:

Nossa! Você por aqui! Veio tocar?

Não querida…vim pra encontrar meu amigos…

É isso.

Participação especial de Imogen Heap no show de Jeff Beck no Ronnie’s Scott (bar londrino) no final de 2007. Lançado em DVD agora no Brasil.

Abaixo o Rock-Panda

Vocês já ouviram falar de Brock?

É uma expressão que certos “críticos” musicais usam para designar aquele período do (re) afloramento do rock/pop nacional nos anos 80, que nos legaram bandas como Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Barão Vermelho, entre outras.

Estávamos saindo de uma ditadura e o Rock com sua indelével veia de rebeldia veio bem a calhar com o momento. Depois de 30 anos de maciços bombardeios de música estadunidense, nossos jovens artistas faziam antropofagia de tudo isso e regurgitavam um rock bem nacional, brazuca, que, se no começo, tropeçou num pouco, foi apadrinhado pelos vanguardistas do movimento Rita Lee e Lulu Santos. E os anos 80 foram deles.

No início da década de 90, com o desastre Collor sofremos com a vulgarização excessiva da bizarra trindade Breganejo-Axé-Pagode. Anos escuros aqueles. A turma do Rock, dos anos 80, se recolheu, mas pintou uma nova geração, que se propunha a misturar ritmos “do Brasil” com a pegada do rock. Chico Science, Nação Zumbi, entre outros, fizeram coisas interessantíssimas neste sentido, com conotações até de protesto, Isso perdurou até mais ou menos o fim dos anos 90, quando o neo-liberalismo Fernando Henriquenho assolou por essas plagas sem contestação alguma.

Com a simbólica morte de Chico Science na virada do milênio surgiram bandas de Rock mais palatáveis, (Skank, Rappa)  menos agressivas, mais adequadas ao novo pensamento neocon da época. Lembro-me de uma vez na praia, eu criticando o pop desossado do Skank e um irmão de um amigo meu dizendo “Mas eles venderam um milhão de cópias”. Ok, garoto, ok. Agora vai lavar a louça…

Do início dos anos 2002 pra cá uma bruma de niilismo reinou sobre o nosso pop. Bandas de plástico surgiram aos montes. Mas… opa! Tinha algo estranho no ar… EMETEVÊ demais…faltava… estofo. Não era mais aquele rock brazuca, misturado, com sotaque.  E o Pop brasileiro vai mal. O que fazer?

Chamem a cavalaria. Chamem quem tem culhões. Chamem os TITÃS.

O título do novo disco não poderia ser mais apropriado: SACOS PLÁSTICOS. Um verdadeiro Mestrado de rock/pop brasileiro para as bandinhas brasileiras de “primeiro corte”, que se inspiram em fazer letrinhas “sinceras” em inglês (ou outras línguas ininteligíveis…), para esta turma que pensa que mora em Nova York (ou Miami…) ou até no Morro da Mangueira… Pra quem quer saber como se faz “Rock Tupi” de verdade não fica se escondendo atrás pseudo nomes como Los três Amigos, Los Hermanos, Los o…raio que os parta.

Uma pancada dos professores. Só para lembrar que pra fazer certas coisas tem que ter RAIVA e CORAGEM.

Amor por Dinheiro

Múmias

Ao longe…

Eu pensei, te dizer tanta coisa…mas pra quê,

se eu tenho a música? A música…

Bem Simples – Roupa Nova – 1981

O que mais vos aterroriza na pureza?” , pergunta Adso.

E Guilherme responde: “A pressa”.

Pós-Escrito o Nome da Rosa Umberto Eco

Áudio

Help! – Lennon/MacCartney

 

Help! I need somebody,

Help! Not just anybody,

Help! You know I need someone,

Help!

 

When I was younger, so much younger than today,

I never needed anybody’s help in any way,

But now these days are gone and I’m not so self assured,

Now I find I’ve changed my mind I’ve opened up the doors.

 

Help me if you can, I’m feeling down,

And I do appreciate you being around,

Help me get my feet back on the ground,

Won’t you please please help me?

 

And now my life has changed in oh so many ways,

My independence seems to vanish in the haze,

But ev’ry now and then I feel so insecure,

I know that I just need you like I’ve never done before.

 

Help me if you can, I’m feeling down,

And I do appreciate you being around,

Help me get my feet back on the ground,

Won’t you please please help me?

Shalom?!

Agora você vai ouvir aquilo que merece,
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece…

Lupicínio Rodrigues

Uri Avnery: Obama não está para piscadelas

Atualizado e Publicado em 14 de junho de 2009 às 21:33

por Uri Avnery*, em Gush Shalom (Grupo da Paz, Telavive)

Tradução: coletivo Todas as Vozes

 

Lembram-se de Dov Weisglass? Aquele, que disse que a paz teria de esperar até que os palestinos virassem finlandeses? Que falava de conservar em formol o processo de paz?

Weisglass será para sempre lembrado, menos pelo que disse do que por suas piscadelas, aquela coisa de falar e piscar um olho. Weisglass é o Rei da Piscadela.

Essa semana, Binyamin Netanyahu convocou-o para reunião urgente; precisava de curso intensivo de “piscar olho”, expressão de gíria, do hebraico contemporâneo, para “enganação”).

Enganação é o principal instrumento de trabalho dos empreiteiros israelenses que constroem colônias. A enganação-piscadela é a verdadeira mãe de todas as colônias. Os colonos enganam-piscam. O governo de Israel engana-pisca. Dizem não, e enganam-piscam. Enganam-piscam e constroem. Enganam-piscam e instalam água e luz. Enganam-piscam e mandam soldados para os postos avançados e arrancam palestinos de suas terras e arrancam oliveiras pelas raízes.

A piscadela de enganação também é o principal instrumento de trabalho da diplomacia israelense. Tudo se faz por piscadelas. Os EUA exigem o fim da construção de colônias e piscam. Israel concorda – e também pisca.

O problema é que não há registro impresso de piscadelas. Não há tecla de computador para marcar “piscadela de enganação”. Então… Hillary Clinton pode, honesta e sinceramente, garantir que não há piscadelas de enganação em acordos assinados por EUA e Israel. Nem em qualquer memorando-registro das conversações. Não há registro de piscadelas de enganação em nenhum arquivo ou documento.

Pior: parece que a cultura afro-norte-americana não conhece a piscadela de enganação. Quando Netanyahu sentou-se na Casa Branca e pôs-se a piscar – Barack Obama não respondeu. Bibi piscava e piscava e piscava… e Obama não entendia. Piscou e piscou e piscou até ter cãibras no olho, e nada! Obama provavelmente pensou que Bibi tivesse um cacoete. Como pisca! Realmente embaraçoso.

O que fazer ante alguém que não é de piscadelas? Como, ó Deus, conseguir resposta de piscadela? Esse é o principal problema que o primeiro-ministro de Israel enfrenta hoje.

Amanhã, o primeiro-ministro discursará um “Grande Discurso”. Não apenas grande, também muito “histórico”. Será a apoteótica resposta ao discurso de Obama no Egito. Tudo está sendo encenado para que os dois discursos se pareçam. Obama falou na Universidade do Cairo? Netanyahu falará na Universidade Bar-Ilan, instituição religiosa da direita israelense, onde foi cevado o assassino de Yitzhak Rabin.

Mas as semelhanças ficam por aí. Haverá diferenças. Obama delineou os contornos de um Novo Oriente Médio? Netanyahu delineará os contornos do Velho, bem velho, Oriente Médio. Obama falou de um futuro de paz, cooperação e respeito mútuo? Netanyahu falará do passado de Holocausto, violência, ódio e medos.

O maior problema de Netanyahu é convencer o mundo de que o velho é novo. Converter os velhos e surrados clichês em novidade; convertê-los em palavra de ordem para amanhã. Mas… como fazê-lo sem usar piscadelas de enganação, ante alguém que não reage a piscadelas?

Como falar sobre “crescimento natural” das colônias, sem piscar? Como falar de Estado palestino, sem piscar? Como falar sobre apressar as negociações de paz com palestinos, sem piscadela de enganação?

Os mais famosos alfaiates foram convocados para ajudar a costurar as roupas novas do rei, dos ministros, dos deputados ao Parlamento israelense, de todos os professores-mágicos e, claro, também de Shimon Peres.

Todos acorreram, ao primeiro chamado: costurar roupa nova, calças de moda e gravata colorida – dessas que só os espertalhões veem.

Israel sempre apostou no Holocausto, como uma espécie de salvo-conduto para cometer qualquer crime. Era dizer “Holocausto” e a sala ficava em silêncio. Israel pôde oprimir os palestinos, roubar a terra deles, meter colônias na terra dos palestinos, espalhar postos de controle armado por toda parte, como caca de mosca. Israel bloqueou Gaza, fez o que quis. E quando os não-judeus protestavam, bastava gritar “Holocausto” – e os protestos calavam, congelados nos lábios dos não-judeus.

Agora… O que fará Israel, contra Obama, que denuncia o horror do Holocausto, que visita um campo de concentração e leva ao lado Elie Wiesel, “Mr. Holocaust”, em pessoa… E que, mesmo assim, exige que pare a construção de colônias?

Não surpreende que Netanyahu esteja sofrendo o suplício da insônia, sem descanso para a alma. Netanyahu sem o Holocausto é como o Papa sem a cruz. Sem um “segundo Holocausto”… o que Netanyahu terá a dizer contra o Iran? O que dirá sobre o “Perigo Existencial” que impede Israel de evacuar tendas e barracões na Judeia e derrubar muros na Samaria?

Sem isso… o que restará para que Netanyahu recheie seu “Discurso Histórico”?

Terá de martelar prego quadrado em buraco redondo. Cada vez que diga “sim”, leia-se “não”. É o que sempre fizeram seus antecessores. Ehud Barak fez. Ariel Sharon fez. Ehud Olmert fez. Com uma diferença: diziam, faziam… e piscavam a piscadela de enganação; mas Netanyahu terá de falar sem piscar.

Terá de falar da solução dos Dois Estados… sem mencionar dois Estados. Terá de falar sobre parar de construir nas colônias… sem parar de construir nas colônias e com o trabalho (de construção nas colônias) continuando, sem parar, a pleno vapor.

No passado, sempre houve muitos truques para continuar a construção de colônias. “O cérebro judeu produz patentes” – diz uma canção popular muito conhecida. Novas colônias foram sempre construídas, sob a mentira de que seriam extensões da colônias existentes – mesmo que a ‘extensão’ esteja a dez, cem, duzentos, mil, dois mil metros de distância… desde que, da colônia, aviste-se a ‘extensão’. Ou mentiu-se que a construção prosseguia, não em novas terras, mas nos limites das colônias já existentes… O que sempre foi quase-verdade, porque a colônia de Maaleh Adumin, por exemplo, é enorme, com área equivalente à de Telavive.

Talvez Netanyahu lembre a famosa carta de George W. Bush, em que manifesta opinião de que, em qualquer futuro acordo de paz, “centros populacionais já existentes” deve(ria)m ser anexados a Israel. Mas nem Bush definiu o que fossem “centros populacionais” ou demarcou fronteiras. Nem Bush jamais disse que Israel estaria autorizado a construir em terra dos palestinos antes de haver qualquer acordo. Antes de tudo, porque jamais teve autoridade para decidir essas questões.

Israel fala também do “crescimento natural”. OK. Mulheres podem ser usadas como máquinas de fabricar crianças, de preferência gêmeos e trigêmeos. E qualquer um pode adotar filhos, de 1 a 101 anos. Claro, sempre que nasce um filho, é preciso construir outro quarto, outra casa, outra colônia.

(E quem fale em “crescimento natural” para os judeus, fala também de “crescimento não-natural” para os árabes. Os árabes não crescem naturalmente. São como uma doença: crescem não-naturalmente. Netanyahu talvez use também esse argumento.)

E quanto ao Estado da Palestina, que Obama está projetando?

A televisão israelense fez feio trabalho, essa semana: lembrou aos israelenses que Netanyahu disse há apenas seis anos: “Estado palestino – NÃO!”, porque “dizer sim a um Estado palestino significa dizer não ao Estado judeu”.

Netanyahu parece crer que se trata apenas de como encenar as coisas. Talvez diga que, no passado, Israel já aceitou o Mapa do Caminho, que contém vestígios de um Estado palestino. É verdade que Israel ‘aceitou’… mas com 14 emendas que, de fato, castraram o Mapa do Caminho e o converteram em papel sem qualquer significado. Netanyahu conta com que Obama dê-se por satisfeito.

Em resumo: ninguém precisa voltar a falar de Dois Estados, porque o assunto já foi mencionado no Mapa do Caminho (amaldiçoado seja! – como Netanyahu, se não diz, pensa), que Israel declarou morto há muito tempo, mas que agora finge que volta a considerar, e no qual há rápida menção a algo semelhante a Dois Estados. Então não se fala mais nisso; basta uma rápida referência de modo oblíquo (e piscadela).

Mas o que fazer se, apesar de tudo, Obama insiste para que Netanyahu pronuncie as palavras “Estado palestino”, dos próprios lábios? Se não houver truque possível, para dizer sem dizer, Netanyahu talvez pronuncie as palavras… e mentalmente as exorcizará, como maldição; e acrescentará qualquer meia dúzia de adjetivos que detonarão o real significado das palavras. Exatamente como, antes dele, já fizeram Barak, Sharon e Olmert.

As declarações de Tzipi Livni e sua turma deram a impressão de que continuam todos empacados. Também ela parece crer que Israel poderá continuar a falar sobre Dois Estados, enquanto opera na direção oposta; falar de parar a construção de novas colônias, e continuar a construí-las. Dessa toca não virá qualquer mensagem nova.

A questão é que Obama não está interessado em dar nova formulação a velhos slogans. Parece estar exigindo que Israel aceite o princípio dos Dois Estados como base para ação concreta e rigorosa: chegar a um acordo para o estabelecimento de um Estado chamado Palestina, com capital em Jerusalém Leste; e fim das colônias e de toda a parafernália da ocupação.

Obama está exigindo negociações consistentes, de modo que em dois ou três anos – antes do fim de seu governo – haja verdadeira paz na Região, uma paz que realmente assegure a existência e a segurança do “Estado judeu de Israel” (expressão que George Mitchell inaugurou essa semana) e do Estado árabe da Palestina, lado a lado.

Tudo isso é parte de uma nova ordem de um novo Grande Oriente Médio, do Paquistão ao Marrocos, como parte de uma visão de mundo mais ampla.

Contra essa visão, de nada servem as piscadelas de enganação à moda Weisglass ou a ginástica verbal à moda Peres.

No discurso de amanhã, Netanyahu terá de escolher um dentre três caminhos: ou adota a via de uma colisão frontal com os EUA; ou promove mudança total na política do seu governo em Israel; ou renuncia.

Acabou a era das piscadelas de enganação.

* URI AVNERY, 13/6/2009, Obama won’t wink back

Eu quero que você me aqueça neste inverno.

E que tudo mais vá pro Inferno.”

Roberto Carlos/Erasmo Carlos

 Pilatos Lavando as Mãos - Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319), Museo dell'Opera del Duomo, Siena

Pilatos Lavando as Mãos - Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319), Museo dell'Opera del Duomo, Siena

As Aventuras De Raul Seixas Na Cidade De Thor

Áudio

Tá rebocado meu compadre

Como os donos do mundo piraram

Eles já são carrascos e vítimas

Do próprio mecanismo que criaram

O monstro SIST é retado

E tá doido pra transar comigo

E sempre que você dorme de touca

Ele fatura em cima do inimigo

A arapuca está armada

E não adianta de fora protestar

Quando se quer entrar

Num buraco de rato

De rato você tem que transar

Buliram muito com o planeta

E o planeta como um cachorro eu vejo

Se ele já não aguenta mais as pulgas

Se livra delas num sacolejo

Hoje a gente já nem sabe

De que lado estão certos cabeludos

Tipo estereotipado

Se é da direita ou dá traseira

Não se sabe mais lá de que lado

Eu que sou vivo pra cachorro

No que eu estou longe eu tô perto

Se eu não estiver com Deus, meu filho

Eu estou sempre aqui com o olho aberto

A civilização se tornou complicada

Que ficou tão frágil como um computador

Que se uma criança descobrir

O calcanhar de Aquiles

Com um só palito pára o motor

Tem gente que passa a vida inteira

Travando a inútil luta com os galhos

Sem saber que é lá no tronco

Que está o coringa do baralho

Quando eu compus fiz Ouro de Tolo

Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse

Mas eles só vão entender o que eu falei

No esperado dia do eclipse

Acredite que eu não tenho nada a ver

Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira

A única linha que eu conheça

É a linha de empinar uma bandeira

Eu já passei por todas as religiões

Filosofias, políticas e lutas

Aos 11 anos de idade eu já desconfiava

Da verdade absoluta

Raul Seixas e Raulzito

Sempre foram o mesmo homem

Mas pra aprender o jogo dos ratos

Transou com Deus e com o lobisomem

Los Agentes

matrix_agents

Espectro

Áudio

Shadows In The Rain – The Police

 

I woke up in my clothes again this morning

I don’t know exactly where I am

And I should heed my doctor’s warning

He does the best with me he can

 

He claims I suffer from delusion

But I’m so confident I’m sane

It can’t be an optical illusion

So how can you explain

Shadows in the rain

 

And if you see us on the corner

We’re just dancing in the rain

I tell my friends there when I see them

Outside my window pane

Shadows in the rain

Provas de Amor

Existem provas de amor

Provas de amor apenas

Provas de amor

Não existe o amor

Não existe o amor

Não existe o amor não existe

O amor

Apenas provas de amor.”

Tedium Antidote

A vida seria tão chata sem os “loucos”…

ddlc

Dedicado à Deborah DeLuca

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